Telescópio Espacial Romano da NASA caçará os planetas rebeldes que vagam sozinhos


Existem os chamados planetas ‘invasores’ no universo que nos rodeia, aqueles que flutuam sem a amarração de uma estrela próxima. Encontrar esses planetas desonestos é complicado por causa da falta de uma estrela, mas a próxima missão utilizará uma tecnologia que pode identificar a presença de um planeta desonesto, estudando seu impacto em outras estrelas mais distantes.


 O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman possui um observatório infravermelho que, uma vez lançado, será capaz de identificar as assinaturas de planetas desonestos, pelo menos com base em simulações recentemente relatadas pela NASA. O telescópio ainda está em construção no momento, mas espera-se que seja concluído nos próximos anos com uma data de início da missão em 2025. Saiba mais em....

 A pesquisa foi liderada por uma equipe da Ohio State University; as descobertas foram publicadas recentemente no Astronomical Journal. Isso marcará uma grande evolução na capacidade da humanidade de detectar esses planetas, o que ajudará a lançar luz sobre a natureza do universo ao nosso redor e como planetas como a Terra se encaixam em tudo isso.


 A NASA observa que, no momento presente, identificar planetas desonestos é muito difícil - por esse motivo, apenas alguns foram "provisoriamente" descobertos. Como o Telescópio Espacial Romano mudará isso? A agência espacial explica que este observatório identificará planetas desonestos, conduzindo uma pesquisa de microlente do universo.

 A tecnologia notará um efeito chamado lente gravitacional - uma espécie de deformação causada por um planeta invasor muito grande ao passar na frente de uma estrela distante. Essa, explica a NASA, é a melhor maneira de realizar uma varredura sistemática em busca de planetas desonestos que, de outra forma, podem passar despercebidos.


 Isso é particularmente verdadeiro quando os planetas são menores em tamanho, como em torno do tamanho de Marte, porque a massa menor resulta em "empenamento" que é mais difícil de detectar. Descobrir mais desses planetas ajudará os pesquisadores a aprender como os planetas se formam e o que faz com que alguns deles eventualmente se separem de suas estrelas, condenados a vagar pelo universo escuro e frio sozinhos.

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